segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"Mensalão" vira mote de campanha na briga entre PT e PSDB


Jornal Hoje em Dia

"Mensalão" vira mote de campanha na briga entre PT e PSDB


Patrus Ananias
Patrus Ananias em campanha na Feira de Artesanato da avenida Afonso Pena
O PT ressuscitou o chamado mensalão mineiro para contra-atacar o senador Aécio Neves (PSDB), principal aliado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), na campanha à reeleição. Durante corpo a corpo neste domingo (2) com os comerciantes da Feira de Artesanato da Avenida Afonso Pena, o coordenador geral da campanha petista na capital, Roberto Carvalho, lembrou do processo que tramita na Justiça Federal sobre suposto desvio de dinheiro público para financiar, em 1998, a então campanha à reeleição do governador tucano Eduardo Azeredo.

“O esquema de corrupção teve início em Minas, como sustenta o Ministério Público Federal. O mensalão surgiu aqui, mas não queremos discutir isso. Cabe à Justiça decidir”, disse Roberto Carvalho.

Seguindo um conselho do ex-presidente Lula, o candidato do PT, Patrus Ananias, preferiu não rebater as críticas do senador. “O Aécio não é candidato. Minha preocupação é apresentar para a cidade meu projeto para o futuro, as nossas prioridades. Nossa questão é Belo Horizonte, respeitando a população”, desconversou.

Palco de disputa

No sábado, Aécio usou o julgamento do mensalão, em andamento no Supremo Tribunal Federal, para rebater os ataques feitos na véspera por Lula a seus afilhados políticos em Minas.

Durante comício de Patrus, Lula afirmou que o governo mineiro, comandado pelo tucano Antonio Anastasia, não põe dinheiro na Prefeitura de Belo Horizonte porque está “quebrado, mas não diz”
Aécio contra-atacou, afirmando que o PT “tem muita dificuldade de separar o que é público do que é privado” e “se apropria das empresas públicas”. Como argumento, Aécio citou a decisão do STF em relação ao primeiro bloco do julgamento do mensalão, que entendeu que recursos do Banco do Brasil foram usados para abastecer o esquema de compra de apoio político no Congresso.




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